Trump impõe barreiras e mercado interno projeta perdas no etanol e agroindústria



Por Rota Araguaia em 25/07/2025 às 08:36 hs

Trump impõe barreiras e mercado interno projeta perdas no etanol e agroindústria
Foto: Fieg

Redação

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, criticou duramente o anúncio de sobretaxa de 50% a produtos brasileiros feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, a medida afeta não apenas exportadores, mas também empresas que atuam no mercado interno.

“Imagine que São Paulo, como grande exportador, passe a redirecionar sua produção para o mercado interno. Vai diminuir as vendas de quem já atua nesse mercado”, afirmou Rocha, destacando os efeitos em cadeia da decisão.

Rocha também alertou para o cenário de instabilidade criado pelas declarações do presidente norte-americano desde o início de seu mandato. “Essas ameaças frequentes geram insegurança e já retraíram investimentos importantes, com reflexos negativos na economia brasileira”, pontuou.

Além da taxação, o dirigente lembrou que os EUA têm avançado em acordos comerciais com países como Japão e Indonésia, o que tem prejudicado diretamente setores goianos, como o de etanol. “O Japão era um mercado que Goiás começava a conquistar, mas acabou fechado com os americanos. Não é só a tarifa, mas uma série de costuras que afetam nossa competitividade.”

Rocha também rebateu trecho de uma carta enviada por Trump ao presidente Lula, onde o norte-americano alega desvantagem comercial com o Brasil. “Os EUA têm superávit na balança com o Brasil há mais de 15 anos. Vendem mais do que compram.”

Ações em Goiás

Durante missão oficial no Japão, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), anunciou uma linha de crédito emergencial para exportadores que mantenham os empregos no estado. André Rocha esteve presente no anúncio e elogiou a iniciativa.

“Foi uma resposta rápida. O governador se reuniu com representantes das principais cadeias produtivas para entender os impactos e buscar soluções. Essa linha de crédito é o primeiro passo. Vamos trabalhar juntos para minimizar os danos”, declarou.

 

Por ora, não há dados concretos sobre possíveis perdas econômicas ou desemprego causados pela medida norte-americana, mas Rocha destaca a preocupação. “Goiás vende muito etanol para São Paulo e o Nordeste. Se esses mercados passarem a comprar dos EUA, o prejuízo será enorme.”



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